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Uma reforma sem sentido para os condutores de Samoa

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Uma reforma sem sentido para os condutores de Samoa

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Os automobilistas de Samoa tentam desde hoje adaptar-se à mais radical reforma do código de estrada dos últimos cem anos.

O governo decidiu inverter o sentido do trânsito em toda a ilha do pacífico Sul, da direita para a esquerda, para poder importar carros mais baratos da Austrália e Nova Zelândia. Criticado pela população, o primeiro-ministro, Tuilaepa Sailele Malielegaoi, defende a ideia, “eu conduzi há pouco tempo no centro de Londres, com um trânsito infernal, e em menos de três minutos já me tinha habituado a guiar pela esquerda”. Argumentos que não convencem a população que desde há vários dias se ataca à sinalização nas estradas e auto-estradas. Face às críticas, o governo foi mesmo obrigado a declarar dois dias de feriado nacional para dar mais tempo à população para adaptar-se às novas regras. A porta-voz do colectivo contra a medida afirma que a mudança, “não é coerente, não foram dadas explicações lógicas e os argumentos económicos não têm peso quando estão em risco vidas humanas”. Entre as vozes mais críticas encontram-se os utentes dos transportes públicos, uma vez que os veículos não foram adaptados ao novo sentido do trânsito. Perdidos e confundidos, os habitantes de Samoa tentam ainda perceber o sentido da mudança, esperando que não seja acidental.