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Afeganistão domina debate de campanha na Alemanha

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Afeganistão domina debate de campanha na Alemanha

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A missão militar no Afeganistão inflama o debate de campanha, a três semanas das legislativas na Alemanha.

A Chanceler Angela Merkel foi hoje ao parlamento para tentar dissipar a crise criada pelo bombardeamento de sexta-feira, em Konduz, que provocou várias vítimas civis. Merkel pediu desculpas pela operação, ordenada pelos militares alemães, “sublinhando que cada morte inocente no Afeganistão é uma morte em demasia”. A Chanceler não poupou críticas às declarações vindas nos últimos dias do secretário-geral da NATO sobre a alegada negligência dos militares alemães. “Asseguro-vos que não aceitarei qualquer condenação prematura, nem vinda da Alemanha nem do estrangeiro”, afirmou Merkel. Um contra-ataque à pressão exercida nos últimos dias sobre o ministro da Defesa alemão Josef Jung, criticado pelas declarações contraditórias sobre as baixas civis em Kunduz. O discurso mais doloroso em termos políticos coube esta tarde ao candidato dos sociais-democratas e responsável da diplomacia, Frank Walter Steinmeier, que afirmou que a Alemanha não vai voltar atrás na missão militar no Afeganistão, “não seria nem possível, nem responsável”, afirmou. Face a uma missão militar cada vez mais impopular num país pacifista, a oposição ecologista e de extrema-esquerda, exigiu a retirada imediata dos 4200 soldados do Afeganistão e mesmo da demissão do ministro da Defesa. A Nato emitiu esta manhã um comunicado onde confirma que vários civis foram mortos ou feridos, sexta-feira em Kunduz, sublinhando que a operação foi comandada por militares alemães. A morte de civis é um tema altamente sensível na Alemanha, onde o governo não hesitou no passado em criticar erros similares da parte dos militares norte-americanos.