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Tratado de Lisboa divide irlandeses

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Tratado de Lisboa divide irlandeses

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O Tratado de Lisboa pode voltar a ser chumbado.

Uma sondagem publicada pela imprensa irlandesa revela que o “sim” está a perder terreno e que o documento recolhe menos de 50% de votos favoráveis. Números que não convencem o executivo liderado por Brian Cowen, que admite a ratificação como única hipótese. Nas ruas gastam-se os últimos cartuchos para convencer o eleitorado a evitar uma crise europeia O acesso ao mercado de trabalho é um dos argumentos utilizados pelo chefe de Governo. Cowen sustenta que “dois em cada três empregos estão relacionados com o mercado europeu.” Uma questão, que de acordo com o primeiro-ministro, não deve ser esquecida pelos irlandeses. Em 2008, a Irlanda chumbou o Tratado de Lisboa com mais de 53% dos votos. A Constituição obriga a que o documento seja ratificado por referendo, numa altura em que o número de indecisos e contestatários não pára de aumentar. O representante do partido socialista irlandês defende que a ratificação do Tratado “vai contribuir para que os empregadores explorem os imigrantes, reduzam os salários e aumentem a precariedade das condições laborais dos trabalhadores da União Europeia.” A Espanha que a partir de 2010 assume a presidência semestral da União Europeia, já fez saber que não tem um plano B, caso os irlandeses venham a rejeitar o Tratado. O país vai às urnas pela segunda vez a 02 de Outubro.