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Festival de Veneza: Irão e Itália mostram os seus "sonhos"

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Festival de Veneza: Irão e Itália mostram os seus "sonhos"

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O “sonho” de Michele Placido dominou o festival de Veneza, esta quarta-feira.

O realizador italiano apresentou um novo filme a concurso na Mostra, uma obra evocativa do revolucionário ano de 1968, em Itália. A obra suscitou diversas reacções. A imprensa italiana fala da falta de um ponto de vista político marcante e não passou ao lado o facto do filme ser produzido pela Medusa, uma empresa de Silvio Berlusconi. Liberdade, revolução e amor são os ingredientes para “Il Grande Sogno”. Com os protestos estudantis de 68 como pano de fundo, a jovem Laura vive um triângulo amoroso com um polícia infiltrado no movimento e o revolucionário líder da revolta. Uma das grandes surpresas da competição é “Women without Men”, da realizadora iraniana Shirin Neshat. Através da vida de quatro mulheres de diferentes níveis sociais, Neshat usa a subtileza e o silêncio para mostrar as dificuldades, a privação de liberdade, a violência e a falta de oportunidades das mulheres no Irão. O filme desenrola-se nos anos 50, mas pretende enviar uma mensagem bem clara para a sociedade iraniana actual.