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Obama lançou-se na guerra pela reforma da Saúde

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Obama lançou-se na guerra pela reforma da Saúde

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Obama aceita os riscos políticos de uma profunda reforma do sistema norte-americano de Saúde e pede ao Congresso rapidez nas decisões a tomar.

Num discurso diante dos congressistas Barack Obama defendeu um programa estatal de Saúde para concorrer com os seguros privados, um dos calcanhares de Aquíles do sistema norte-americano. “Eu percebo que politicamente o mais seguro é deixar andar, empurrar mais um ano, mais uma eleição, até ao final do mandato. Mas este não é o momento para isso. E também não é o que viemos aqui a fazer. Não estamos para recear o futuro estamos aqui para o enfrentar fazer o futuro. Continua a acreditar que é possível apesar das dificuldades” Mais de 30 milhões de norte-amercianos não tem hoje qualquer cobertura médica o que corresponde a 10% da população, daí a máxima importância deste debate para o país e para a popularidade do actual presidente cuja aura começa a cair perante uma oposição que não se poupa a jogos políticos. O republicano Charles Boustnay denuncia: “Eu li as contas dos democratas apresentadas em Julho. Eles vão criar 53 novos centros de burocracia, agrava em centenas de milhões o nosso déficit público, aumentar a carga fiscal das empresaa e não apresenta nada como programa para os seniores”. A urgência das reformas leva Barack Obama pressionar os congressistas tendo em vista uma conclusão ainda para este ano. Um fracasso neste dossiê, que faz parte de uma das grandes promessas de campanha, será um duro golpe na popularidade deste presidente. Esta é uma reforma ambiciosa que escapou a muitos presidentes como Nixon ou Clinton.