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Trabalhadores e voluntários do 11 de Setembro sentem-se abandonados

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Trabalhadores e voluntários do 11 de Setembro sentem-se abandonados

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Volvidos oitos anos após os atentados do onze de Setembro ainda existem imagens inéditas. Esta quinta-feira, véspera do oitavo aniversário dos ataques, a fundação encarregue de erguer o memorial e o museu lançou um sítio online com milhares de registos audiovisuais e histórias sobre o 11 de Setembro.

Isto na mesma altura em que os familiares do auto-confesso mentor dos atentados publicaram fotografias actuais de Khalid Sheik Mohammed tiradas pela Cruz Vermelha em Julho. Passada quase uma década, os efeitos dos ataques ainda se fazem sentir. O pessoal que participou nas operações de salvamento queixa-se de ter sido abandonado. “Não nos chamem heróis, não nos façam desfilar para depois nos tratarem como lixo porque é o que está a acontecer e para mim é uma questão pessoal. Já estive em muitos funerais e em muitos hospitais. Vi muitas amputações e remoção de órgãos ao mesmo tempo que os responsáveis políticos não fazem mais do que discursar”, refere o fundador e presidente da fundação Fealgood. Muitos dos que trabalharam nas operações de resgate estiveram expostos a diversos materiais, alguns bastante tóxicos. Já há algum tempo que exigem compensações do Estado. “Porque é que ainda não temos esta lei? Gastamos dinheiros para salvar empresas de automóveis, resgatamos seguradoras doentes mas não queremos gastar dinheiro com trabalhadores doentes? Não há desculpa possível”, diz um antigo voluntário. Como consequência dos trabalhos de resgate e auxílio, muitos trabalhadores e voluntários passaram a sofrer de doenças respiratórias problemas digestivos e stress pós-traumático, entre outras complicações. Um estudo revelou igualmente um aumento considerável nos casos de Mieloma Múltiplo, um tipo de cancro na medula óssea