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Seis mortos em ataques no Cáucaso russo evidenciam instabilidade na região

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Seis mortos em ataques no Cáucaso russo evidenciam instabilidade na região

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Quatro supostos guerrilheiros foram mortos numa operação especial das forças de segurança, este sábado, numa aldeia do Daguestão. Ontem, as autoridades impediam um atentado suicida na capital.

Na vizinha Chechénia, um bombista suicida fez-se explodir junto a uma patrulha da polícia. Três agentes ficaram gravemente feridos. Na Inguchétia, um investigador do ministério do Interior foi morto a tiro por desconhecidos. Os incidentes das últimas 48 horas evidenciam o recrudescimento da violência no Cáucaso russo, onde a rebelião islamista se mostra cada vez mais activa contra o domínio de Moscovo. Ao contrário do discurso oficial, o Kremlin parece ter cada vez mais dificuldade para controlar a situação no terreno. As principais ONGs russas de defesa dos Direitos Humanos dizem que, entre o reforço da insurgência separatista e as acções das forças da ordem organizadas em verdadeiros “esquadrões da morte”, a região mergulha numa “guerra civil”. A 15 de Abril, o presidente russo Dmitri Medvedev declarava o fim da “operação antiterrorista” na Chechénia, apoiado pelo homem forte do Kremlin na república autónoma, Ramzan Kadirov. Ao mesmo tempo, o líder da guerrilha chechena anunciava que 2009 seria “um ano de ofensiva”. Os últimos meses parecem dar razão a Doku Umarov. Segundo os analistas, o forte desemprego, a pobreza, a corrupção e a guerra de clãs alimentam a rebelião. Muitas ONGs, como a Memorial – para a qual trabalhava a jornalista Natalia Estemirova, assassinada em Julho -, suspenderam as actividades na região.