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Vaga de suicídios na France Telecom preocupa sindicatos

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Vaga de suicídios na France Telecom preocupa sindicatos

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Os sindicatos franceses estão preocupados com uma onda de suicídios entre os trabalhadores da France Telecom.

Uma funcionária da empresa de 32 anos atirou-se da janela do edifício onde trabalhava em Paris esta sexta-feira. Um acto de desespero registado apenas dois dias depois do suicídio de um outro colega. Este incidente eleva a 23 o número de suicídios entre os funcionários da France Telecom desde Fevereiro de 2008. Os representantes sindicais dizem que é preciso fazer mais para ajudar os assalariados a enfrentar as mudanças que a empresa tem vindo a sofrer desde que deixou de ser propriedade exclusivamente estatal. “As pessoas mudam de local, de chefias, produtos em que estão a trabalhar. Isto quer dizer que perdem as ligações com os colegas. Como resultado sentem-se isolados, frágeis. Se ocorrer um incidente nas suas vidas profissionais ou privadas, isso poderá ser o que os faz ficar ainda mais frágeis, e fazê-los sofrer”, disse Cyril Lafarge, delegado da CFDT. “Estamos a pedir a intervenção do Estado, que com 27 % é o nosso maior accionista. Cabe-lhe proteger o bem-estar das 100.000 pessoas que trabalham para a Portugal Telecom, acrescentou Sébastien Crozier, representante do sindicato CFE-CGC. A operadora foi privatizada na década de 90, mas dois terços dos trabalhadores mantiveram estatuto de funcionários públicos. No entanto, muitos funcionários são obrigados a mudar de posto e de cidade frequentemente num esforço que a empresa faz para se manter competitiva.