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Incerteza marca as eleições norueguesas

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Incerteza marca as eleições norueguesas

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Quase três milhões e meio de noruegueses vão hoje às urnas para eleger um novo executivo, numa votação que se prevê renhida.

As sondagens são incertas: umas atribuem vantagem ao governo, formado por trabalhistas, socialistas e centristas, permitindo assim ao primeiro-ministro Jens Stoltenberg continuar o cargo. O pequeno partido comunista Rodt, pode ser essencial para a recondução do governo, caso conquiste os dois assentos esperados no parlamento. A principal adversária do chefe de governo é Siv Jensen, do Partido Progressista. No entanto, os liberais e democrata-cristãos recusam qualquer tipo de colaboração com esta formação populista, devido às suas políticas para a imigração. A terceira maior força é o Partido Conservador. Se esta formação, com o apoio dos liberais e democrata-cristãos tiver a maioria dos 169 assentos parlamentares, Erna Solberg pode ser a nova primeira-ministra do país escandinavo. Apesar de a Noruega ter escapado quase ilesa à crise mundial, o governo tem sido alvo de várias críticas. O destino dos fundos recolhidos com a venda do petróleo foi dos temas mais debatidos: canalizá-los para o reforço do Estado providência ou baixar os impostos são as opções. De notar que a Noruega é o terceiro maior exportador de petróleo do mundo. Outro tema quente são as políticas de emigração. Os progressistas pedem mais exigência para os recém-chegados. 10 por cento da população do país tem origem estrangeira.