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Legitimidade de Barroso é única incógnita

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Legitimidade de Barroso é única incógnita

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A recondução de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia é quase um dado adquirido. A dúvida reside no número de votos e por isso na sua legitimidade.

Daniel Cohn-Bendit, co-presidente da bancada dos Verdes, resume a situação: “Se ele obtiver 320 votos ficará longe da maioria absoluta e com a legitimidade diminuída. Toda a gente vai dizer que forçou a investidura ainda ao abrigo do Tratado de Nice porque sabia ser impossível alcançar os 369 votos [exigidos pelo Tratado de Lisboa]. Mas se Barroso os conseguir, então obteve uma vitória, é preciso dizê-lo.” O ex-primeiro-ministro português conta igualmente com o apoio dos chefes de Estado e de Governo dos Vinte e Sete, por isso o líder do Partido Popular Europeu, Jean-Luc Dehane, sublinha: “O Tratado de Nice diz que o presidente da Comissão é apresentado pelo Conselho Europeu. Ao parlamento cabe aprovar ou chumbar. O Tratado não prevê dois candidatos.” Ultrapassada a questão Barroso as discussões de bastidores voltam-se para os nomes que vão ocupar a presidência permanente do Conselho e o cargo de Alto Representante para os Negócios Estrangeiros – um posto que assegura igualmente a vice-presidência do colégio de comissários.