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Noruegueses mantêm esquerda no poder

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Noruegueses mantêm esquerda no poder

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Os noruegueses escolheram a estabilidade e a boa gestão da crise económica nas eleições legislativas. Jens Stoltenberg, líder da coligação de trabalhistas, socialistas e centristas, conseguiu um segundo mandato consecutivo de primeiro-ministro, um facto inédito na Noruega desde mil novecentos e noventa e três.
 
Os analistas são unânimes em dizer que foi a gestão da crise que beneficiou o governo. Um trabalho que Jens Stolteberg promete continuar, mas agora com base na experiência de quatro anos.
 
Os eleitores acabaram por escolher a segurança do Estado providência face às promessas de redução de impostos feitas pela direita, liderada por Siv Jensen. Apesar da derrota, os populistas do Partido do Progresso acabam por cimentar o lugar de segunda força política, atrás dos trabalhistas.
 
Mesmo assim estas foram as legislativas mais renhidas de sempre. Apenas os bons resultados dos trabalhistas, que melhoraram os resultados face às últimas eleições, permitiram à coligação de esquerda manter a maioria, controlando oitenta e seis dos cento e sessenta e nove lugares do parlamento.
 
A Noruega, quinto exportador mundial de petróleo, tem conseguido passar sem grande agitação pela crise económica, graças ao fundo petrolífero, criado em noventa e seis e dotado de duzentos e setenta e sete mil milhões de euros. O executivo pondera agora voltar a recorrer ao fundo para investir em infra-estruturas, num país onde a taxa de desemprego é de três por cento, a mais baixa da Europa.