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Janela de esperança para doentes com esclerose múltipla

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Janela de esperança para doentes com esclerose múltipla

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Uma descoberta encorajante pode vir a reduzir casos severos de esclerose múltipla – uma doença neurológica crónica com incidência em mulheres e em tipos genéticos caucasianos, e que afecta milhares de pessoas na Europa.

A patologia define-se pela destruição da mielina, camada isoladora que protege as fibras nervosas, afectando a transmissão de mensagens entre o sistema nervoso central e o resto do corpo.

Os cientistas não falam em cura e sublinham que podem passar-se dez anos até que uma nova geração de fármacos seja criada para combater a doença. A equipa de especialistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, tem-se desdobrado em testes em animais. É a que mais avanços tem registado nesta área. O grupo descobriu que uma proteína presente no cérebro – a galanina – que é um neuropeptídio, em grandes quantidades protege os sistemas nervosos central e periférico. Pelo menos dos ratos induzidos com a doença. David Wynick, especialista em Medicina Molecular, afira: “Medimos os níveis de galanina nos cérebros de doentes que morreram com esclerose múltipla e induzimos a doença nos ratos. Os níveis de galanina, tal como também acontece nos casos de Alzheimer, aumentam nos doentes com esclerose múltipla. Agora sabemos que esse aumento é um bom sinal. Elevados níveis de galanina nos cérebros dos ratos protegem-nos totalmente da doença. Torna-se impossível induzir a esclerose múltipla. Os ratos sem galanina desenvolveram casos severos da doença e mais cedo..” Os resultados obtidos pela equipa da Universidade de Bristol foram aplicados em tecidos de cérebros humanos afectados pela doença. A galanina raparou danos em doentes com níveis agudos da patologia. Trata-se de uma descoberta encorajante, mas os cientistas querem ser prudentes e garantem que há muito trabalho pela frente.