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40 mil produtores de leite europeus aderem à greve

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40 mil produtores de leite europeus aderem à greve

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São já 40 mil os produtores de leite de oito países europeus a aderir à greve para protestar contra a baixa dos preços.

A contestação tem sido marcada por iniciativas como a dos agricultores da Valónia que começaram a derramar o equivalente à produção diária conjunta, ou seja, três milhões de litros de leite. O protesto visa denunciar, depois de um ano de crise no sector, o colapso dos preços e a desregulação do mercado. Hoje, a comissária europeia para a Agricultura, Mariann Fischer Boel, apresentará no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, novas medidas para a crise no sector, como a possibilidade da indicação da origem do produto no rótulo da embalagem. Sieta van Keimpena, responsável da European Milk Board (EMB), apelou à Comissão Europeia para intervir contra a queda do preço do leite e para aceitar «propostas concretas» elaboradas pela federação, que é composta por 100 mil agricultores de dez países, que representam 35% da produção europeia. A federação quer ainda que seja criado um organismo que junte produtores, consumidores e poderes públicos para definir preços e volumes desejáveis de produção de leite. O drama dos produtores é vivido com o desespero de quem perde uma vida de trabalho. “Há 27 anos que trabalho, recupero o leito duas vezes por dia. Esperava que o meu filho pudesse continuar a viver disto mas não será o caso. As pessoas de gravata querem fazer-nos desaparecer mas vamos bater-nos”, afirmou uma mulher.