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Crise marca presença na abertura do Salão Internacional de Frankfurt

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Crise marca presença na abertura do Salão Internacional de Frankfurt

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Os carros eléctricos estão em destaque na 63a edição do Salão Internacional de Frankfurt que abriu ao público esta quinta-feira.

A extravagância dos carros eléctricos ou conceptuais de vários construtores não consegue, no entanto, fazer esquecer a crise e o impacto que tem na indústria automóvel. Carlos Ghosn, presidente executivo da Renault, fala das novas tendências. “Quando acumulamos o aumento do parque automóvel, o aumento do preço do petróleo, o aumento das restrições relativas ao ambiente, não temos outra solução que não seja a indústria automóvel das zero emissões.” Para além da conjuntura económica desfavorável, os principais fabricantes têm em conta o impacto da indústria no meio ambiente. No entanto, a posição de Ghosn não é partilhada por todos. Em plena campanha eleitoral, Angela Merkel esteve presente na abertura do salão e, perante os dirigentes do sector, referiu que “não é possível viver num mundo livre e ao mesmo tempo impor-se o tamanho de um automóvel. O consumidor deve poder escolher livremente o seu carro. E se não houvesse fabricantes de grandes carros, a inovação dos veículos mais pequenos não avançaria de forma tão rápida.” Carros grandes ou pequenos, mais ou menos ecológicos, certo é que apesar das previsões de fim da recessão, o sector automóvel vai ainda sofrer muitas alterações. Alterações que estão directamente ligadas às perspectivas de consolidação do sector e que se poderão traduzir por uma redução do número de actores no mercado automóvel num futuro próximo. Quando comparada com 2007, esta 63a edição da exposição alemã conta com menos 30% de expositores.