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Multinacional europeia propõe acordo amigável às vítimas do lixo tóxico na Costa do Marfim

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Multinacional europeia propõe acordo amigável às vítimas do lixo tóxico na Costa do Marfim

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Um acordo amigável poderá pôr fim ao escândalo do lixo tóxico na Costa do Marfim.

Uma petrolífera holandesa sedeada no Reino Unido propôs o pagamento de indemnizações às vitimas de uma descarga poluente que causou dezassete mortos e problemas de saúde a milhares de pessoas. Tudo começou em 2006. A multinacional europeia fretou um cargueiro que por sua vez sub-contratou uma empresa local que derramou os resíduos em dezassete locais diferentes de Abidjan. Cerca de 30 mil marfinenses interpuseram queixas-crime mas calcula-se que 100 mil terão tido problemas de saúde. No ano passado, a justiça da Costa do Marfim condenou dois homens a penas de prisão. Num dos casos, a pena foi de vinte anos de clausura, no outro, cinco anos. Mas a multinacional continua a negar responsabilidades e conseguiu chegar a acordo com o governo marfinense que encerrou o caso em troca de 152 milhões de euros. Apenas um quarto da soma se destinou às vítimas, o restante ficou para o Estado e para as colectividades locais.