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Prémios na banca vão dominar G20

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Prémios na banca vão dominar G20

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Os prémios dos gestores bancários vão estar no centro do debate na cimeira do G20, dos próximos dias 24 e 25 em Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Esta é pelo menos a intenção dos líderes da União Europeia que chegaram a acordo sobre a questão e querem apresentá-la como uma prioridade aos restantes líderes mundiais, como afirmou a chanceler alemã. Angela Merkel afirmou, em conferência de imprensa, “o resultado que nós, e eu em especial, esperamos de Pittsburgh – e precisamos de chegar a um resultado para tornar Pittsburgh um sucesso -, é chegar a acordo sobre a regulamentação dos benefícios. Isto não foi discutido em Londres de forma adequada. E estou a falar explicitamente dos bónus.” Mas há quem defenda que a questão dos prémios na banca serve apenas para desviar as atenções de medidas verdadeiramente eficazes que deviam ser tomadas na cimeira. O economista francês Thomas Piketty defende que “as únicas medidas que poderão verdadeiramente ter efeito são as medidas de ordem fiscal, ou seja aumentar os impostos sobre estes subsídios exageradamente elevados, que ultrapassam 500 mil ou um milhão de euros. Só aumentando as taxas de imposição fiscal é que podemos obter resultados”, conclui. Mas nem só de prémios na banca se vai discutir em Pittsburgh. Os líderes das vinte economias mais poderosas e emergentes vão debater a necessidade de coordenar “estratégias de saída” da crise. Entre estas estratégias estão a inovação ecológica e a ajuda aos países subdesenvolvidos.