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Rússia aplaude acção dos EUA mas quer mais

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Rússia aplaude acção dos EUA mas quer mais

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Os Estados Unidos carregaram no botão reiniciar e a Rússia reconhece ter sido uma acção “correcta e corajosa” mas ambos querem mais.

Depois de Washington ter recuado no projecto de defesa antimíssil na República Checa e na Polónia, a NATO anunciou querer ir mais longe e propõe a integração dos sistemas de defesa russo e aliado. O secretário-geral da Aliança Atlântica declarou que a cooperação “não é uma questão de escolha”. É uma questão de necessidade. Tanto a NATO como a Rússia têm uma boa experiência em defesa de mísseis Agora devemos trabalhar para combinar esta experiência em proveito mutuo”, sugeriu Anders Fogh Rasmussen. No seu discurso o homem forte da Aliança Atlântica propôs o reforço da cooperação no combate à proliferação de armas de destruição maciça, incluindo pressionar o Irão a acabar com o seu programa de desenvolvimento nuclear. A Rússia demonstrou estar bastante satisfeita com o fim do projecto de escudo antimíssil norte-americano e como resposta cancelou a mobilização de mísseis Iskander para o enclave de Kaliningrado. Mas o primeiro-ministro Vladimir Poutine pretende mais de Washington. “Espero que depois desta corajosa e correcta decisão se sigam outras, incluindo o fim total de restrições na transferência de alta tecnologia para a Rússia e acções dos Estados Unidos para alargar a Organização do Comercio Mundial (OMC) à Rússia, ao Cazaquistão e à Bielorrússia”, declarou. Nos Estados Unidos, o recuo no escudo antimíssil, foi visto por críticos como um “fraqueza perigosa”. Na linha da frente das críticas contam-se republicanos como John Mcain e John Bolton.