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Liberais alemães disponíveis para coligação pós-eleitoral com CDU

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Liberais alemães disponíveis para coligação pós-eleitoral com CDU

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Os liberais democratas alemães (FDP) quebraram o tabú, depois de anunciarem esta tarde que estão dispostos a formar uma coligação pós-eleitoral com os conservadores de Angela Merkel.

A uma semana das eleições, Guido Westerwelle excluiu qualquer possibilidade aliar-se a sociais-democratas e verdes. Durante o congresso do FDP em Potsdam, o líder da formação considerou que o programa dos dois partidos de centro-esquerda, “abre caminho ao aumento da carga fiscal sobre os cidadãos”. O contra-ataque não se fez esperar, vindo de Berlim, durante outro congresso partidário, o dos verdes. O novo líder da formação, Cem Özdemir, advertiu para o perigo da Alemanha poder vir a ter Westerwelle no cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros: “Talvez o senhor Westerwelle seja obrigado a cancelar a mudança para o governo pela quarta vez consecutiva, porque não seria positivo ver alguém que defende as mesmas posições que Merkel a chefiar a diplomacia deste país, temos de evitar esta situação”. A troca de acusações entre os líderes dos partidos mais pequenos é reflexo do empate técnico nas sondagens entre liberais, verdes e Die Linke. Os conservadores da CDU contam com uma vantagem de mais de dez pontos face aos sociais democratas do SPD, mas procuram alianças para evitar uma eventual coligação dos três partidos de esquerda. Um cenário pouco provável para o Die Linke, de extrema-esquerda, de Oskar Lafontaine. O candidato do SPD, Frank Walter Steinmeier rejeitou ontem qualquer possibilidade de aliança, num novo apelo ao voto útil à esquerda contra a Chanceler Angela Merkel.