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Amnistia Internacional acusa UE de não respeitar Convenção de Genebra

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Amnistia Internacional acusa UE de não respeitar Convenção de Genebra

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Os Estados-membros não respeitam a Convenção de Genebra. A acusação vem da Amnistia Internacional que diz que mesmo assim há Estados da União Europeia (UE) que são mais respeitosos do que outros no que diz respeito ao acolhimento a refugiados.

No entanto, são muito os casos de executivos que preferem enviar os imigrantes clandestinos para países terceiros, por vezes problemáticos, como a Líbia. O director da Amnistia Internacional na Europa, Nicolas Berger, defende que “se pegarmos no exemplo de Calais, muitos dos afegãos que aí se encontram têm família na Grã-Bretanha e falam a língua. Há uma boa razão para que essas pessoas sejam levadas para países onde têm um futuro potencial. De um ponto de vista dos direitos do homem, não estamos obviamente contra os esforços partilhados que estão a ser feitos pela União Europeia. Mas isso não deve ser uma desculpa para não se respeitar a lei internacional como fazem alguns Estados do sul da Europa.” A questão dos refugiados menores de idade é uma das mais polémicas. Espanha apresentou esta segunda-feira uma proposta para a criação de um plano de acção que compreenda a prevenção, a protecção e o retorno assistido para os seus países de origem. No entanto, para Nicolas Berger “é muito importante perceber que os menores não devem ser expulsos nem colocados em centros de retenção. Deve ser-lhes dada, o mais rapidamente possível, a possibilidade de continuarem os estudos, de aprenderem a língua. Tem que haver um tratamento especial para menores porque pertencem aos grupos vulneráveis. Têm que ter um estatuto especial e precisam de ter um acesso especial.”