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Associação de vítimas contesta indemnizações concedidas a milhares de costa-marfinenses

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Associação de vítimas contesta indemnizações concedidas a milhares de costa-marfinenses

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Uma empresa petrolífera acordou compensar milhares de pessoas que afirmaram ter ficado doentes devido a lixo tóxico depositado na Costa do Marfim.

A Trafigura comunicou que 30 mil pessoas vão receber cada o equivalente a pouco mais de mil euros. Uma soma considerada insuficiente por uma uma associação que representa cerca de metade das vítimas. “As vítimas que morreram não são reconhecidas pela Trafigura, e para todas vítimas, qualquer que sejam as suas complicações clínicas, são apenas 750.000 francos costa-marfinenses. Não há diferenças entre as vítimas quando as compensações deviam ter em consideração os danos corporais”, denunciou o presidente da organização. O caso remonta a Agosto de 2006 quando um transporte de resíduos químicos foi enterrado em 15 locais de Abidjan, a capital costa-marfinense. Nas semanas seguintes dezenas de milhares de pessoas queixaram-se de uma variedade de sintomas que incluíam problemas respiratórios e diarreia. A Trafigura, que é a terceira maior negociante de petróleo do mundo, já tinha pago às autoridades costa-marfinenses 134 milhões de euros mas continua a negar qualquer responsabilidade. Um relatório da ONU revela que o lixo tóxico provocou a morte a 15 pessoas e intoxicou vários milhares.