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Afeganistão dá dores de cabeça a Obama

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Afeganistão dá dores de cabeça a Obama

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Enviar, ou não, ainda mais tropas para o Afeganistão, a pressão cresce sobre Barack Obama, mas para já o presidente americano disse que não vai tomar mais nenhuma decisão em relação a esse assunto.

Numa entrevista a uma cadeia americana, Obama afirmou que não vai “tomar qualquer decisão enquanto a estratégia não estiver completamente definida”. Obama ficou numa posição delicada depois de uma fuga de informação que colocou num jornal o relatório secreto do comandante da força internacional no país. Os americanos podem derrotar-se a si próprios no terreno, “É realista esperar que as baixas afegãs e da coligação vão aumentar” e “a fraqueza das instituições estatais… a dimensão da corrupção e o abuso do poder deram aos afegãos poucos motivos para apoiarem o governo” são algumas das frases do general Stanley McChrystal no relatório que está em posse da Casa Branca há 6 meses. Um relatório que pede mais soldados para o contingente liderado pelos Estados Unidos, com o apoio da NATO e que, como explica um analista, “deixa o presidente numa posição politicamente embaraçosa porque existem membros dentro do partido democrata que se opõem ao aumento do número de tropas americanas para lá dos 68 mil soldados que foram autorizados para este ano”, o que em si já implica o reforço com 21 mil homens decidido por Obama no início do ano. As acusações de fraude durante as recentes eleições presidenciais e a desconfiança crescente dos afegãos em relação às instituições complicam ainda mais a missão internacional. Nos Estados Unidos, como em muitos outros países da coligação, a opinião pública, à medida que vê as baixas subirem, quer rapidamente colocar um ponto final na guerra.