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Associações criticam falta de soluções para clandestinos da "Selva"

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Associações criticam falta de soluções para clandestinos da "Selva"

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As autoridades francesas estão determinadas a acabar com “a selva” e a operação desta terça-feira é um exemplo do que parece ser o princípio do fim de um problema que se arrastava no tempo.

O ministro francês da Imigração Eric Besson deslocou-se a Calais para assistir ao resultado da operação e justificou a acção. “O nosso objectivo não é o de interpelar o máximo de emigrantes e de os surpreender ao nascer do Solmas sim destruir um ponto de tráfico de seres humanos”, disse o ministro. A Caritas francesa esteve no terreno no apoio aos emigrantes e voltou a contestar a forma como o problema humanitário está ser tratado. “Havia emigrantes que choravam, soluçavam, porque não queriam sair. Em todo o caso, eles sabem bem que vão regressar, até a polícia sabe isso. Eles vão regressar. Tirá-los daqui para mover o problema para outro lado significa que o problema vai continuar”, disse uma funcionária. A Refugee Action Group, associação humanitária britânica é bastante crítica da acção das autoridades francesas. “O que é absolutamente escandaloso é a forma como o governo francês, e também outros governos europeus, tentam lavar as maos em relação a este assunto. Empenharam-se numa espécie de jogo grotesco de passar a batata quente com estes refugiados, sem os levar aos sistemas de asilo de emigrantes dos próprios países e também sem lhes dar o apoio necessário que eles precisam”, referiu. O governo britânico felicitou a acção francesa que considerou ter sido “rápida e firme”.