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Cavaco demite o seu "braço direito"

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Cavaco demite o seu "braço direito"

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O caso das escutas telefónicas em Portugal faz a primeira vítima.

O presidente da República demitiu o seu assessor e conselheiro político Fernando Lima. A história começou quando o jornal Público avançou uma notícia que dava conta dos receios de Cavaco Silva sobre eventuais escutas na presidência realizadas pelos serviços do primeiro-ministro. Sexta-feira, o Diário de Notícias revelou um e-mail trocado entre jornalistas do Público em como Fernando Lima foi, “a pedido do presidente”, a fonte da história das escutas. Encomenda verdadeira ou não, a verdade é que Cavaco remeteu qualquer comentário para depois das eleições, mas acabou por afastar esta segunda-feira um dos seus mais próximos colaboradores desde há quase 25 anos. Uma vitória para o PS, que já disse que fica assim provado que nunca existiu qualquer escuta ao palácio presidencial. Os socialistas seguem com uma ligeira vantagem nas sondagens sobre o PSD de Manuela Ferreira Leite, mas o resultado das legislativas do próximo domingo continua a ser uma incógnita e a campanha mantém-se muito acesa.