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Honduras: Zelaya regressa ao país

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Honduras: Zelaya regressa ao país

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Foi do seu refúgio na embaixada do Brasil em Tegucigalpa que o presidente deposto das Honduras declarou que ninguém o voltará a expulsar do país.

Quase 3 meses depois da sua expulsão Manuel Zelaya regressou às Honduras e não hesitou em dizer que agora é “pátria, restituição ou morte”, uma posição de força na qual conta com o apoio do amigo venezuelano Hugo Chávez, com quem esteve ao telefone já na capital das Honduras. Na resposta ao regresso de Zelaya, o governo interino decretou o recolher obrigatório a partir das 4 da tarde de segunda-feira e até à manhã de terça. Organizações dos direitos humanos vêem a medida como uma forma de tentar calar a manifestação pró-Zelaya convocada para esta terça-feira. O presidente de facto, Roberto Micheletti chamou as câmaras para dizer que Zelaya regressou ao país com o único objectivo de destabilizar as eleições marcadas para 29 de Novembro. Em frente à embaixada do Brasil, milhares de apoiantes de Zelaya manifestaram-se durante todo o dia de ontem e a Frente de Resistência Contra o Golpe afirma que muitos mais estão a viajar desde o interior, sob o risco de serem detidos, para celebrar o regresso do presidente. O grande receio agora, depois das palavras inflamadas de Zelaya é que a tensão degenere em violência nas Honduras.