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Roma responde a Guterres sobre a Líbia


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Roma responde a Guterres sobre a Líbia

É uma prática corrente e coloca o executivo de Roma no centro da polémica. Os barcos de imigrantes clandestinos que tentam chegar às costas italianas são muitas vezes reencaminhados para a Líbia.

No entanto, este país não oferece as condições de protecção necessárias exigidas a nível internacional. Quem o diz é o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres. O ex-primeiro-ministro português afirmou, em conferência de imprensa, que “as condições de detenção são terríveis e há riscos efectivos para que as pessoas que merecem e precisam de protecção sejam enviadas para os seus países de origem. A reacção italiana às declarações de Guterres não se fizeram esperar. Perguntámos ao secretário de Estado dos Assuntos Internos italiano, Nitto Palma, se com esta politica Roma não teme que as pessoas sejam enviadas para os seus países de origem onde podem ser torturadas tornando todo o processo ilegal. Após uma breve reflexão, Palma afirmou que não. “De forma alguma. Há muitos cidadãos da Eritreia e da Somália a viver na Líbia e que não são enviados pela Líbia para a Eritreia ou para a Somália porque estão em perigo nos seus países de origem.” De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) 35 mil pessoas desembarcaram nas costas italianas em 2008. Apenas 13 mil viram ser-lhes concedida protecção internacional. A Itália considera que que estes pedidos devem ser tratados num país africano da bacia do Mediterrâneo e defende a Líbia na sua procura de reconhecimento internacional.

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