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Economia domina campanha eleitoral

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Economia domina campanha eleitoral

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“Temos a força de fazer uma economia inteligente” lê-se nos cartazes da CDU. Os do SPD também partem do princípio de Obama “Yes, we can”.

Como se o programa eleitoral de ambos partidos não se diferenciasse muito. Aparentemente, ambas as formações giram ao centro. Com uma única diferença: os sociais democratas querem proteger os trabalhadores; os conservadores a família. No entanto, quatro anos de coligação, asseguram alguns analistas, aumentaram as diferenças. “ Num certo sentido, os conservadores alemães ficaram mais conservadores, e mesmo mais cautelosos. Governar junto ao SPD e colar-se muito ao centro ajudou a manter a popularidade. O que os encorajou a ser mais conservadores. O SPD, num certo sentido, aproxima-se agora à esquerda, e foca temas importantes como o sistema financeiro e a protecção dos trabalhadores”. Isto é, proteger o emprego. Apesar dos prognósticos que apontam para cinco milhões de desempregados até 2011, Frank Walter Steinmeier prometeu a criação de quatro milhões de empregos nos próximos 10 anos. E, prometeu criar um salário mínimo, algo que a CDU rejeita plenamente. Mas é a matéria fiscal que separa mais os campos: Para as camadas mais desfavorecidas, a CDU propõe baixar o IRS de 14 para 12 por cento, enquanto os sociais democratas propõem baixá-lo para 10 por cento. Correcções mínimas dos conservadores para os ricos: o IRS seria 42 por cento para os que ganham 60 mil euros por ano, em vez dos 52.500 actuais. O SPD defende que os impostos passem de 45 por cento a 47 por cento para aqueles que ganham mais de 125 mil euros por ano.. E, sobretudo, taxar as transações bolsistas. Em relação ao Ambiente, o SPD quer respeitar o prazo de 2020 para o abandono da energia nuclear. Os conservadores preferem atrasar essa data e construir centrais de nova geração, mesmo que também falam de aumentar a produção de energia eólica. Em política externa, a CDU aspira a reforçar seus laços com Washington. O compromisso das forças alemãs no Afeganistão está fora de toda dúvida, mesmo que Merkel preferisse ficar pela reconstrução civil mais do que na campanha militar. Steinmeier está consciente da pouca popularidade da missão.