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Estudo da Comissão Europeia arrasa conduta dos bancos

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Estudo da Comissão Europeia arrasa conduta dos bancos

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Um relatório da comissão Europeia publicado na terça-feira é demolidor para os bancos da União. As instituições financeiras são muito pouco transparentes nos custos associados aos produtos financeiros oferecidos e nalguns casos violam a lei Europeia.

Meglena Kuneva, comissária para a protecção do consumidor explica: “Os contratos financeiros a retalho e as práticas comerciais violam com regularidade os princípios básicos dos mercados de consumo. Quais são estes princípios? Primeiro que tudo, marketing justo que não induza em erro ou pressione os consumidores. Segundo, devem ser fornecidas informações completas e relevantes sobre os serviços e os verdadeiros custos dos produtos que as pessoas estão a adquirir. Em terceiro lugar, práticas comerciais justas não impõem limitações ou custos excessivos”. O estudo baseou-se num universo de 221 bancos europeus e demonstra grandes disparidades no custo médio anual das contas correntes. Com 27 euros na Bulgária, onde se paga menos e com 253 euros na Itália, o pais mais caro, a média europeia é de 98 euros. Portugal está abaixo da média com 45 euros. Até dia 1 de Novembro os Estados membros têm que implementar uma nova directiva destinada a garantir a transparência no pagamento de serviços. Uma outra, a directiva sobre práticas comerciais injustas já está em vigor desde 2007. Mas em último caso, cabe a cada um dos Estados Membros zelar pelo cumprimento da directiva no terreno.