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Voto por correspondência arranca na Alemanha

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Voto por correspondência arranca na Alemanha

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Arranque das legislativas na Alemanha com o início do voto por correspondência.

Aqueles que não podem, ou não querem, ocupar o próximo domingo com uma deslocação a uma assembleia voto têm a possibilidade de enviar a sua escolha pelo correio ou depositá-la numa urna selada que será aberta no dia do sufrágio. Na luta pela chancelaria, ninhuma sondagem põe em causa o triunfo dos democratas-cristãos da chanceler Angela Merkel. Os estudos de opinião dão à CDU-CSU 35%, uma vantagem a rondar os 10% sobre o SPD. A chanceler alemã foi considerada pela revista Forbes, pelo 4º ano consecutivo, a mulher mais poderosa do mundo. Os analistas destacam em Merkel a capacidade de unir os diferentes poderes da sociedade, de tornar solucões possíveis. Pragmática, dispõe de uma forte populariedade junto dos alemães, mas muitas vezes as suas posições são vagas e “muitos criticam essa atitude durante a campanha: que não deixa claras as posições que defende”. Ainda não é certo que Merkel possa governar com o parceiro que deseja, os liberais do FDP. Junta, a direita conta com 47% das intrenções de voto nas últimas sondagens. Isso permite a Frank-Walter Steinmeier continuar a sonhar com a chancelaria. Para isso, o SPD teria de coligar-se com os Verdes e o Die Lienke. Uma potêncial aliança tri-partida que somada alcança nas sondagens os 48%. A prioridade para os sociais-democratas é no entanto evitar uma maioria entre os conservadores e os liberais para forçar eventualmente uma nova “grande coligação”.