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Ásia no topo do mundo

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Ásia no topo do mundo

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A Ásia está prestes a tornar-se no centro demográfico e económico do mundo. Os dados não deixam dúvidas:

“O pólo essencial da actividade mundial vai deslocar-se para a Ásia e em particular para a China”, afirma o cientista Lionel Fontagné. De acordo com as Nações Unidas, a população mundial vai crescer cerca de 20% até 2025 e dois terços dos habitantes do planeta viverão na Ásia, sobretudo na parte sul do continente onde se regista a maior taxa de fertilidade. As previsões para 2050 apontam para um forte crescimento , com a Índia a suplantar a China em termos de densidade demográfica. As projecções revelam que a União Europeia manterá a terceira posição do “ranking” mundial em número de habitantes, seguida dos Estados Unidos. “É verdade que a Europa será minoritária no mundo de amanhã, que estará mais envelhecida, que a maior parte de outros conjuntos populacionais, mas não é necessário ver esse facto como uma ameaça, porque pode ter vantagens e desvantagens. O envelhecimento da população é uma fragilidade, mas é também uma força porque proporciona a transmissão de conhecimentos às gerações mais jovens.” Esta realidade preocupa os peritos europeus, que se reuniram para reflectir sobre o futuro de um continente que não pesará mais do que 6,5% na população do planeta, apesar de, em termos económicos, as perspectivas de crescimento serem animadoras: “A riqueza vai aumentar muito mais rapidamente do que a população mundial, porque no horizonte que nos interessa, o tamanho da economia mundial deverá duplicar, enquanto a população aumentará apenas 25%, por isso, de uma certa forma, é uma boa notícia. O lado menos bom é que isto vai exercer uma pressão considerável sobre os recursos: a combinação dos dois fenómenos com o aumento do consumo mundial em 85%”. A distribuição da riqueza continua a ser o grande desafio do século XXI. Nas próximas décadas, para além da migração por razões económicas ou políticas haverá que contar também com a mobilidade forçada pelos desastres naturais, provocados pelas mudanças climáticas.