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A economia portuguesa está no centro do debate eleitoral

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A economia portuguesa está no centro do debate eleitoral

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Durante vários meses, a crise mundial que afectou fortemente a vizinha Espanha parecia ter poupado Portugal mas, finalmente não foi o caso.

A recessão atinge também os portugueses, mesmo que o progresso económico tenha sido aqui menos espectacular do que em Espanha e descida se faça de forma menos brutal. Nos últimos 30 anos o país conheceu grandes transformações na sua estrutura económica. A agricultura antigamente essencial ocupa actualmente apenas 11% da população o que representa 4% do Produto Interno Bruto, o PIB. A Indústria emprega um terço da populaçao activa, equivalente a um terço do PIB, enquanto que os serviços dão sinais de uma verdadeira explosão. Hoje ocupam 52% dos trabalhadores o que significa 66% do PIB. Por habitante o país conta com um produto interno bruto de 15 mil euros e classifica-se na décima oitava posição entre os vinte e sete países da União Europeia largamente a baixo da média dos seus parceiros. Em contrapartida Portugal situa-se na décima nova posição a nível mundial no que diz respeito à qualidade de vida. Os turistas sabem o que procuram. O sector foi nos últimos anos consideravelmente impulsionado e hoje representa 8% da riqueza nacional embora a crise deixa algumas marcas. A quebra este ano situa-se entre 1 e 2,5% sobretudo no Algarve, região fragilizada por uma explosão do desemprego. O número de desempregados não cessa de aumentar em todo o país, situação agravada pela quantidade de empresas falidas, 15%, um record europeu. 25% das empresas criadas há menos de um ano tiveram de encerrar, resultado: a taxa de desemprego ultrapassa os 9% no segundo trimestre deste ano, o PIB cai 3,7% e a dívida pública aumenta e atinge já os 5,9% nesse mesmo período. Por detrás desde cenário está a queda das exportações, do investimento e do consumo num país cujo salário mínimo é hoje de 450 euros. Com rendimentos tão fracos a perda do emprego empurra muitas famílias para a miséria. A crise provocou o aperecimento de novos pobres o que irá certamente dificultar a tarefa do futuro governo.