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Cimeira do G20 chega a consenso para reformar economia mundial

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Cimeira do G20 chega a consenso para reformar economia mundial

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Países como a China, a India ou Brasil têm desde hoje lugar cativo nas grandes discussões sobre a política económica mundial.

Os países emergentes saiem da cimeira de Pittsburg com poderes reforçados na tomada de decisões tanto no G20, que se substitui ao G7, como no Fundo Monetário Internacional. As duas organizações tornam-se assim o pilar da aplicação e supervisão de uma série de reformas destinadas a combater a crise e a reorganisar a economia mundial. No discurso do encerramento da cimeira, Barack Obama lembrou o objectivo das medidas: “Hoje assumimos uma acção concertada para assegurar a prosperidade e forjar um novo modelo de crescimento económico mais forte e equilibrado. Concordamos em tomar iniciativas concretas para reforçar as regras dos mercados financeiros de forma a evitar que a crise actual possa voltar a repetir-se. Não podemos voltar a deixar que um grupo de pessoas sem escrúpulos ponha em risco o sistema financeiro mundial e o bem-estar comum”. No comunicado final da cimeira os países do G20 garantem que vão manter os planos nacionais de relançamento da economia, que vão equilibrar o crescimento mundial e reforçar as regras do sector financeiro a partir de 2012. O G20 pretende limitar os prémios atribuídos no sector da banca, reforçar os controlos e garantir a transparência dos mercados bolsistas. Os ministros do trabalho dos países do G20 vão reunir-se no início de 2010 para decidir um plano global de luta contra o desemprego. A reforma da economia global não entusiasmou no entanto as 10 mil pessoas que se manifestaram ontem em Pittsburg para anunciar o fim do sistema capitalista.