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Críticas a Sócrates e apelos ao "voto útil" no último dia de campanha em Portugal

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Críticas a Sócrates e apelos ao "voto útil" no último dia de campanha em Portugal

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O último dia da campanha eleitoral em Portugal transformou-se numa celebração, para os socialistas, da vantagem apontada pelas últimas sondagens.

No centro das críticas de todos os restantes partidos, José Sócrates encerrou ontem a campanha em Lisboa com um novo apelo ao “voto útil” do eleitorado de esquerda, num momento em que o PS poderá perder a maioria absoluta no parlamento. Numa alusão ao bloco de esquerda, Sócrates afirmou que, “o país não necessita de propostas políticas radicais ou extremistas”. Manuela Ferreira Leite encerrou a campanha dos sociais-democratas também em Lisboa, com um apelo aos eleitores para que, “não dispersem votos”. Os 10% de indecisos continuam a mobilizar a líder da PSD que não poupou críticas às últimas sondagens, lembrando que, durante as europeias, os estudos de opinião não tinham previsto a vitória do seu partido. Se à direita Ferreira Leite espera poder contar com uma possível aliança do CDS-PP para formar governo, à esquerda o BE rejeita qualquer coligação com os socialistas. Francisco Louçã, que poderá duplicar o número de deputados no parlamento, apelou ontem ao voto, “dos jovens que nunca votaram”.