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Sondagens comprometem objectivos eleitorais de Angela Merkel

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Sondagens comprometem objectivos eleitorais de Angela Merkel

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Os conservadores alemães poderão ter de rever, no domingo, o objectivo de formar um governo de maioria em coligação com os liberais.

Na véspera das eleições, as últimas sondagens apontam para um recuo da popularidade da CDU para o nível mais baixo dos últimos meses. Ontem, Angela Merkel esteve ausente dos comícios de encerramento de campanha. A mulher que fez do cargo de Chanceler o seu principal argumento eleitoral, subiu à tribuna, mas em Pittsburg durante a cimeira do G20. O seu principal rival, Frank Walter Steinmeier concluiu ontem a campanha frente a 10 mil militantes sociais-democratas, em Berlim, advertindo para os riscos de uma regressão na política social caso o país seja governado por uma coligação de centro-direita. Críticas dirigidas aos liberais do FDP, em terceiro lugar nas sondagens, num momento em que os analistas não excluem a possibilidade da CDU poder reeditar o governo de bloco central com o SPD. Mesmo que os conservadores mantenham uma larga vantagem sobre os sociais-democratas, a CDU está longe de obter a maioria absoluta, mesmo em coligação com os liberais do FDP, e face à progressão, à esquerda, dos partidos Die Linke e verdes. Cerca de 26% dos eleitores alemães declaram-se ainda indecisos. O descontentamento com os dois grandes partidos arrisca-se assim a continuar a alimentar o voto em liberais, verdes e Die Linke, que em apenas um dia registou uma progressão de mais dois pontos percentuais.