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Eleições portuguesas: Sócrates vence mas perde maioria absoluta

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Eleições portuguesas: Sócrates vence mas perde maioria absoluta

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José Sócrates e os socialistas venceram as legislativas portuguesas, mas perdem a maioria absoluta. O Partido Socialista obteve 36,6% dos votos, uma forte queda em comparação com os resultados de 2005, quando conseguiu 45,03%.

Tal como era anunciado pelas sondagens, Manuela Ferreira Leite e o PSD conseguem 29,1%. A líder social-democrata reconheceu a derrota e prometeu uma oposição forte nos próximos quatro anos. “Não nos calaremos e não nos deixaremos calar”, disse Ferreira Leite. A surpresa acaba por ser o CDS-PP, que arrebata o terceiro lugar na cena política nacional. As sondagens durante a campanha colocavam-no no quarto lugar e os resultados acabam por surpreender. O partido de Paulo Portas termina com 10,5%, uma subida de três pontos face a 2005, e com 21 deputados. Na hora de reagir, o líder do CDS afirmou: “O povo tirou a maioria absoluta aos socialistas. Acabou com a arrogância. Portugal deu um sinal claro que na actual situação do país, Portugal tem direito a uma política de soluções e não de publicidade”. A escassas décimas de distância fica o Bloco de Esquerda. O BE surge em quarto lugar com 9,9%, quando as sondagens o colocavam em terceiro. Mesmo assim a formação regista uma forte subida. Passa de 6,35% (2005) para 9,9% e de oito (2005) para 16 deputados. O Bloco de Esquerda reagiu, dizendo “estar orgulhoso de ter contribuído para a derrota da direita e para retirar a maioria absoluta aos socialistas”. Luís Fazenda defende que o BE “fez cair a arrogância do PS”. Francisco Louçã considera os resultados extraordinários e garante que começa agora uma nova era com uma esquerda mais forte do que nunca. A CDU acaba por perder o terceiro lugar na cena política. Termina em quinto lugar, com 7,9% e 15 deputados. A taxa de abstenção subiu para os 39,4%, contra os 35,7% em 2005. Para a CDU, o aumento da abstenção é o resultado do “descrédito causado por mais de 30 anos de políticas de direita”. Patrícia Cardoso