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Líderes conservador e liberal alemães já se reuniram para formar Governo

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Líderes conservador e liberal alemães já se reuniram para formar Governo

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A Alemanha escolheu mudar e Angela Merkel e Guido Westerwelle são os rostos da nova era.

Depois de onze anos na oposição, os liberais foram chamados por Merkel para formar um Governo de maioria absoluta – 333 deputados em 622 – o que dá à chanceler reeleita o poder para fazer frente à crise. Guido Westerwelle deve passar a vice-chanceler e ministro dos Negócios Estrangeiros. Merkel posiciona o Executivo alemão num centro-direita que promete reduzir impostos, combater o desemprego, melhorar o sector da Educação e reformar o sistema de Saúde. A líder democrata-cristã, em conferência de imprensa esta segunda-feira, prometeu equilíbrios entre os que criam empregos e os assalariados. A sua união conservadora CDU-CSU obteve 33,8 por cento dos votos e a FDP de Guido Westerwelle registou uns históricos 14,6 por cento. O líder dos liberais também ambiciona para o seu partido a pasta das Finanças, com a qual pretende impor uma política de redução de impostos em 35 mil milhões de euros – um valor que os analistas económicos consideram inatingível-, tendo em conta o défice orçamental que pode atingir os seis por cento no próximo ano. Mas um tema que pode causar crispação entre a coligação conservadores e liberais é o plano de Merkel de propor à Turquia uma parceria estratégia no seio do clube europeu, em vez de uma adesão total. Para a FDP, Ancara tem condições para ser membro de pleno direito da União e Westerwelle será uma influência de peso se assumir a chefia da Diplomacia de Berlim.