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Alegação de Polanski na base da decisão do procurador de Los Angeles

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Alegação de Polanski na base da decisão do procurador de Los Angeles

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Em 1977 Roman Polanski fez um acordo com o Procurador de Los Angeles: declarava-se culpado de ter relações sexuais ilegais com uma menor de 13 anos de idade e, em troca, era condenado a 42 dias de prisão, que já cumpriu.

O cineasta também foi acusado de dar drogas e álcool à vítima, Samantha Geimer. Mas Polanski não esperou que fosse ditada a sentença, convencido de que o juiz (que, entretanto, morreu) não ia respeitar o acordo e o ia enviar muitos anos para trás das grades. Em 1978, fugiu para França e não regressou aos Estados Unidos. Passaram mais de 30 anos, ao longo dos quais,. Polaski construi uma carreira de sucesso coroada de prémios. A justiça americana tentou, várias vezes, prendê-lo, mas o cineasta foi sempre mais rápido do que a burocracia – nomeadamente nas tentativas de detenção em Inglaterra e no Canadá. O amigo Volker Schloendorff explica: “No Verão, quando fez este filme, veio cá visitar-me. Estivémos juntos e repetiu que havia certos países onde não ia. Mas não esperava uma detenção na Suíça, assim como ninguém.” A detenção na Suíça, no dia 26 do corrente, suscita algumas interrogações. Porquê agora, que Polanski tem uma casa em Gstaad e é assíduo na região? Jean Rosenbluth, jurista americana, considera isto um erro dos advogados nos Estados Unidos. “No recurso feito antes da moção ser recusada, ele terá, aparenteemtne, afirmado, ou os advogados, que o gabinete do procurador não o tentou encontrar nos últimos 30 anos e não o queria encontrar por alegada má gestão do dossiê”. Foram estas alegações que incitaram o gabinete do procurador a encontrar uma situação em que pudesse deter Polanski. O que aconteceu na Suíça, que tem um Tratado de Extradição com os Estados Unidos e onde o delito de que Polanski é acusado não prescreve.