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Roman Polanski rejeita extradição

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Roman Polanski rejeita extradição

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Roman Polanski recusa ser extraditado para os Estados Unidos. O realizador franco-polaco foi detido no sábado, em Zurique, quando se deslocava ao festival de cinema da cidade helvética para receber um prémio de carreira.

Como explicou o seu advogado, Hervé Témine, Roman Polanski “recusou ser extraditado e 32 anos depois, tendo em conta as condições da sua detenção – a vítima abandonou o processo, todas as queixas contra ele e quer mesmo que o processo termine -, a sua detenção não faz sentido.” Na origem da detenção está uma acusação formalizada em 1977, segundo a qual Polanski embriagou, drogou e violou Samantha Gailey, de 13 anos, após uma sessão fotográfica. Na altura, o realizador esteve preso durante 47 dias. Samantha Gailey explica que o realizador lhe pediu para “mudar de roupa várias vezes à sua frente. Na altura não tive a confiança necessária para dizer à minha mãe e a toda a gente, . Sabe, se ele pudesse voltar atrás acho que não o voltaria a fazer.” Em 1977, Polanski aproveitou a saída da prisão sob caução para fugir dos Estados Unidos. Nunca mais voltou à América, nem mesmo para receber o Oscar do melhor filme com que foi laureado pelo “Pianista” em 2003.