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Sindicatos pedem demissão de patrão da France Telecom após espiral de suicídios

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Sindicatos pedem demissão de patrão da France Telecom após espiral de suicídios

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Os sindicatos e a oposição exigem a demissão do patrão da France Telecom (FT) após uma espiral de suicídios que levou à morte de 24 pessoas em vinte meses.

O último suicidio ocorreu ontem no sudeste da França. O presidente da FT, Didier Lombard, foi vaiado à chegada ao local onde a vítima trabalhava. O presidente da empresa considerou que “a pressão é necessária devido à concorrência e à regulação mas que é possível reduzi-la se as medidas forem aplicadas de forma mais humana. Um sindicato fez saber que o funcionário que se suicidou tinha sido transferido recentemente e “não se sentia bem” no novo serviço. Uma médica do trabalho da France Telecom de Grenoble explicou que as mudanças podem ter um impacto negativo nos trabalhadores. Segundo Catherine Morel, o problema das alterações de função é que “os empregados já não têm a impressão de fazer um bom trabalho, um trabalho de qualidade, o que acarreta um perda da auto-estima que gera angústia e depressão”. A empresa é acusada de fechar departamentos e obrigar os empregados a mudarem de posto e local de trabalho, a nível nacional. Um amigo da vítima faz eco dos problemas: “Querem que nos sintamos culpados. Dizem-nos que fizemos uma formação e que não temos boa-vontade. É assim que funciona”, disse o funcionário que preferiu manter o anonimato. Antiga repartição pública, a France Telecom passou a ser controlada por privados em 2004.