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Economia domina campanha para referendo sobre Tratado de Lisboa

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Economia domina campanha para referendo sobre Tratado de Lisboa

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A economia dominou a campanha para este segundo referendo sobre o Tratado de Lisboa na Irlanda. Houve também um maior envolvimento dos irlandeses, que sofrem as consequência da grave crise económica e que não quiseram deixar a campanha só nas mãos dos políticos.

A taxa de desemprego é de 12,6%, o dobro do ano passado. A campanha do “sim” centrou-se na ideia de que o país precisa da Europa. Uma desempregada afirma que vai votar “sim” porque será bom para a economia. Se os irlandeses votarem “não” serão abandonados. Os agricultores apoiam também o “sim”. As ajudas de Bruxelas são para muitos a única forma de manter vivo um sector que, este ano deverá ver cair os rendimentos em cerca de 25%. O governo evoca ainda as garantias obtidas junto dos parceiros europeus sobre temas como neutralidade, fiscalidade, direitos laborais e aborto. Mary Hanafin, membro do executivo, explica: “No último referendo as pessoas votaram ‘não’ por boas razões. Estavam preocupadas com a neutralidade, fiscalidade, aborto ou a perda do comissário. Mas essas questões foram resolvidas e as pessoas estão agora preocupadas com a economia. Acredito, por isso, que ganhará o ‘sim’”. No ano passado, 53% dos irlandeses votou não. Para os opositores, nada mudou. Os taxistas são os primeiros a fazer campanha contra o texto, denunciando a liberalização do sector defendida por Bruxelas. Outro argumento é o de que o Tratado de Lisboa apenas salva o posto do primeiro-ministro, Brian Cowen. Declan Ganley, líder da campanha do “não”, acredita que vai ganhar, “porque os irlandeses não são idiotas e, como pró-europeus, vão acabar com o documento”. Os irlandeses são menos de 1% dos cidadãos europeus mas acabam por ter o futuro da União nas mãos.