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UE à espera do resultado do referendo na Irlanda

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UE à espera do resultado do referendo na Irlanda

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Dia decisivo para o futuro da União Europeia (UE) e o Tratado de Lisboa. Os olhos estão postos na Irlanda e no segundo referendo sobre o documento.

Depois no “não” na primeira consulta, o governo de Brian Cowen cimentou os argumentos nas vantagens que o tratado pode trazer para a Irlanda, a braços com uma grave crise económica. O argumento parece ter funcionado. As sondagens apontam para a vitória do “sim”, mas o campo do “não” lutou até ao fim da campanha. Três milhões de eleitores foram chamados às urnas esta sexta-feira, mas os resultados só serão divulgados no sábado. Uma irlandesa revela que votou “sim”, embora não esteja segura das razões por que o fez. Diz ter preferido que a Europa visse a Irlanda de forma positiva e isso não aconteceria se votassem “não”. Hesitei, mas no final escolhi o ‘sim’”, acrescenta. Um professor diz: “Votei ‘não’ porque não compreendo o que eles tentam implementar. Penso que, na Irlanda, os políticos não explicaram o que é o Tratado de Lisboa e enquanto não o fizerem vou continuar a votar ‘não’ nos referendos que convocarem”. O campo do “não” tentou tirar partido da impopularidade do governo e garante que nada mudou, apesar de a Irlanda ter recebido garantias quanto à neutralidade, fiscalidade, aborto e manutenção do comissário. Desta vez os apoiantes do texto evitaram o excesso de confiança. Não haverá terceira hipótese e uma nova derrota do “sim” implica um golpe na imagem do país e uma profunda crise na União.