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Festa em Bruxelas pelo "sim" irlandês

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Festa em Bruxelas pelo "sim" irlandês

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Num dos pub’s de Bruxelas, ainda não havia resultados definitivos mas a festa do “sim” já tinha começado. Os europeus estavam suspensos quanto à decisão irlandesa e muitos temiam uma nova vitória do “não” como punição ao governo de Dublin pela grave crise económica que afecta o país.

Hugo Brady, do centro para a Reforma europeia, relembra a importância que a economia teve na campanha. “A grande diferença entre o primeiro e segundo referendo é que, entre os dois, a economia irlandesa derrapou para o desastre. Por isso, o elemento principal para a vitória do “sim” era convencer as pessoas de que esta não era uma oportunidade para punir o governo. Votar contra o tratado iria afastar a Irlanda da União Europeia quando ela pode ajudar.”. Entre os clientes do pub estava o ex-primeiro-ministro belga e actual líder dos Liberais no Parlamento Europeu. Guy Verhofstadt considerou a vitória do “sim” como um lindo dia para a Europa Apesar da alegria, a Europa não respira de alívio. O Tratado de Lisboa ainda só foi ratificado por vinte e cinco estados membros.