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Sicilianos reclamam ajuda

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Sicilianos reclamam ajuda

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Os socorristas italianos prosseguem as buscas na ilha da Sicília. O balanço provisório das autoridades aponta para quatro dezenas de desaparecidos pelo que o número de 22 mortes confirmadas deve aumentar.

O deslizamento brutal de terras na região a sul da cidade de Messina, provocado por fortes chuvadas na madrugada de sexta-feira, deixou quase seis centenas de pessoas desalojadas. As vítimas queixam-se das autoridades: “- Estivemos abandonados durante três dias, sem electricidade, não recebemos ajuda.” “- Temos um crédito imobiliário para reembolsar. Quem é que nos vai dar dinheiro? Estamos arruinados. Vamos ficar aqui e esperar que nada mais nos aconteça.” Perante as críticas, o primeiro-ministro italiano, que hoje visitou o local da tragédia, prometeu uma moratória ao pagamento dos impostos e às prestações dos créditos à habitação para os habitantes afectados. Silvio Berlusconi assegurou igualmente que iriam ser construídas novas casas rapidamente. Os interesses imobilários e a construção selvagem são tidos como factores agravantes desta tragédia. A justiça italiana decidiu entretanto abrir um inquérito por homicídio para apurar responsabilidades.