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Pilotos contestam actual legislação sobre a fadiga

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Pilotos contestam actual legislação sobre a fadiga

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Com o objectivo de alertar para os riscos da fadiga, os pilotos e tripulantes de cabine convocaram para segunda-feira um “dia de acção”. Em Bruxelas, os profissionais europeus protestaram contra a actual legislação da União sobre a fadiga, que consideram insuficiente.

“Estamos a distribuir bilhetes de avião fictícios, que partem da cidade acordada rumo à ilha adormecida”, explica o sindicalista francês Francis Nardy. Os profissionais dizem que a União Europeia tem provas científicas de que a actual legislação sobre fadiga é potencialmente insegura. A lei europeia permite que os pilotos e tripulantes de cabine trabalhem quase 12 horas, durante a noite, quando os cientistas recomendam um máximo de dez. De dia, o limite de horas de trabalho pode ultrapassar as 13, recomendadas pelos especialistas. “Acreditamos que o público deve saber que as regras estabelecidas a nível europeu são insuficientes e precisam de ser modernizadas, de forma a reflectir as descobertas científicas , mais recentes, sobre a fadiga”, afirma Martin Chalk, presidente da ECA. Os pilotos lembram que a União Europeia recebeu as provas científicas de que a legislação é potencialmente insegura há já um ano, mas acusam Bruxelas de nada ter feito, devido ao lobby das companhias aéreas.