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Afeganistão é dor de cabeça para Obama

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Afeganistão é dor de cabeça para Obama

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É uma das decisões mais importantes de Barack Obama. O presidente dos Estados Unidos tem de anunciar uma estratégia para o Afeganistão. A questão é delicada por vários motivos. A situação no terreno é difícil. A opinião pública norte-americana é desfavorável à guerra. Os Estados Unidos precisam de ajuda no terreno. É aqui que entram os europeus.

Num encontro recente com o secretário-geral da NATO, Barack Obama fez questão de sublinhar que o conflito no Afeganistão não é apenas um problema norte-americano. Para o chefe da Casa Branca, “o Afeganistão é uma missão da NATO e todas as decisões são tomadas com base em contactos frequentes com os aliados”. Anders Fogh Rasmussen garante que a NATO fica no Afeganistão o tempo que for necessário mas a nova estratégia tem de centrar-se na ajuda a população. Uma abordagem aprovada no início da semana pelos ministros da defesa europeus. A União Europeu prefere investir na formação e treino do exército e da polícia afegãos. Há 68 mil soldados dos Estados Unidos no terreno e 35 mil provenientes de outros países, sobretudo da Europa. Os generais norte-americanos consideram que são necessários mais 40 mil militares. Os europeus querem dar prioridade à formação de 130 mil soldados e 80 mil polícias até 2010. Para isso será necessário enviar 17 mil instrutores. No terreno está já um batalhão belga a treinar os afegãos. Sem apoio internacional, Barack Obama tem pouca margem de manobra. Mas a pressão dos militares é forte. O general Stanley Mc Chrystal considera que sem algumas dezenas de milhares de novos efectivos é impossível ganhar a guerra e que apoio da opinião pública não vai durar para sempre. A questão divide os partidos políticos. Os republicanos apoiam o reforço das tropas. Mas o presidente enfrenta a relutância do seu próprio campo político. A ala mais à esquerda do partido democrata recusa financiar o envio de novos contigente.