Última hora

Última hora

Reforma e crise na agenda do FMI

Em leitura:

Reforma e crise na agenda do FMI

Tamanho do texto Aa Aa

A reforma do Fundo Monetário Internacional foi um dos pontos em debate na reunião semestral do FMI e do Banco Mundial. Mas crise financeira e económica foi o prato principal do encontro que terminou esta terça-feira em Istambul, na Turquia. O Fundo alertou para a possibilidade de uma recuperação lenta e que em alguns casos pode ser dolorosa, em particular na Europa.

Quanto às previsões mundiais, o director-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, referiu um crescimento da ordem dos três por cento em 2010, o que “não é muito mas é um bom começo”. Contudo alertou que “o mundo pós-crise vai ser, e tem de ser, muito diferente do que existia antes da crise rebentar, pelo que o FMI vai ter de se adaptar a esta nova realidade.” Para começar, o Fundo Monetário Internacional conseguiu um aumento das contribuições por parte dos seus membros da ordem do 500 mil milhões de dólares. A participação da União Europeia neste pacote eleva-se a 125 mi milhões de euros. Entretanto, a China avisou que o FMI deveria começar a trabalhar num calendário de reforma para remediar os “defeitos intrínsecos” do sistema monetário internacional. Um sistema que, recorde-se, foi estabelecido há seis décadas.