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Fischer confiante acerca da promulgação do Tratado de Lisboa

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Fischer confiante acerca da promulgação do Tratado de Lisboa

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Um problema técnico no avião deixou o primeiro-ministro checo em Praga. O encontro de Jan Fischer com os presidentes das principais instituições da União Europeia, em Bruxelas, teve de ser substituído por uma videoconferência.

Fischer garantiu que a promulgação do Tratado de Lisboa pela República Checa não está em causa, mas a União Europeia não ficou convencida. “Deve ficar claro que actualmente nos estamos a mover em território desconhecido. Foi previsto na preparação da presidência sueca que já estaríamos a agir mediante o Tratado de Lisboa. Foi previsto que ele entraria em vigor a 1 de Janeiro. Portanto, agora, estamos a mostrar flexibilidade, actividade e liderança numa situação que actualmente desconhecemos”, disse o presidente em exercício da União, Fredrik Reinfeldt. O mandato da Comissão Europeia expira a 31 de Outubro, o que levanta uma pergunta: qual será a base da próxima Comissão? Com o Tratado de Nice, há menos comissários do que Estados europeus. Com o Tratado de Lisboa, há um comissário por Estado. “Não vejo que algo vá mudar com o facto do Tribunal Constitucional checo examinar o Tratado pela terceira vez. Nada mudou. Por isso, não há nenhuma justificação para esta demora. A única questão é se Vaclav Klaus está preparado a sacrificar a sua carreira política, ao recusar-se a assinar, porque ele vai ser destituído, haverá um voto de confiança no parlamento checo… Ele também enfrenta essa realidade”, diz o eurodeputado Edward McMillan-Scott. A conclusão do processo de ratificação do Tratado de Lisboa na República Checa está dependente da assinatura do eurocéptico presidente Vaclav Klaus, com quem os dirigentes europeus não têm conseguido falar directamente.