Última hora

Última hora

Obama pondera estratégia para o Afeganistão

Em leitura:

Obama pondera estratégia para o Afeganistão

Tamanho do texto Aa Aa

As baixas americanas vão pesar na decisão do presidente sobre a estratégia a adoptar na guerra no Afeganistão. No conflito asiático morreram mais de oito centenas de soldados americanos e a população começa a reclamar o regresso das tropas ao fim de oito anos de combates.

Barack Obama tem que tomar uma decisão sobre o curso da guerra e por isso reuniu-se com os líderes democratas e republicanos no Congresso. As chefias militares e o comandante das forças americanas no Afeganistão, o general Stanley McChrystel, pretendem um reforço do contigente em quarenta mil homens. O candidato republicano derrotado na corrida à Casa Branca, o senador John McCain, considera a análise de McChrystel “correcta e por isso devia ser aplicada o mais rapidamente possível.” A decisão final pertence ao presidente Barack Obama. O comandante supremo das forças americanas acredita que o objectivo principal no Afeganistão estã a ser cumprido: “combater e derrotar a Al-Qaida e outros extremistas.” Mas a situação no terreno é mais complicada. Os talibãs recuperaram o controlo de muitas áreas e a guerra encontra-se num ponto de viragem. Por isso os militares reclamam mais homens para combate e treino das forças afegãs. O presidente pode também optar por negar o reforço militar e concentrar os esforços de guerra na destruição de bases da Al-Qaida no Afeganistão e no Paquistão. Mas esta opção pode deixar os afegãos entregues a si próprios.