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Autobiografia de Mitterrand envolta em polémica

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Autobiografia de Mitterrand envolta em polémica

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O ministro da Cultura francês está debaixo de fogo.

Em causa estão passagens da autobiografia escrita por Frédéric Mitterrand em 2005, onde descreve experiências sexuais com rapazes na Tailândia. A Frente Nacional de extrema-direita e o porta-voz do Partido Socialista questionam a permanência de Mitterrand no governo. Benoit Hamon defende que “cabe ao Presidente da República decidir se é possível que a França esteja envolvida na luta contra as redes de pedofilia e contra o turismo sexual e ter, ao mesmo tempo, um ministro que lança uma autobiografia onde justifica o comércio sexual.” Escrito na primeira pessoa, o livro intitulado “ A má vida” retrata episódios de infância e de homossexualidade. O sobrinho do falecido Presidente Miterrand, assumiu a pasta da cultura em Junho. Um convite feito por Nicola Sarkoz e descrito como um símbolo de abertura do partido ao exterior. A UMP já saiu em defesa do ministro. “Usarem a vida privada da pessoas para fazer ataques políticos faz-me lembrar os piores anos da nossa história” afirma Xavier Bertrand. Aquando do lançamento, a obra foi bem recebida pela crítica. Mas tudo mudou depois do ministro ter defendido o realizador Roman Polanski, detido na Suíça: “Há um tipo de América que mete medo e é essa face da América, que acabámos de ver.” O cineasta, que arriscava uma pena de prisão perpétua por ter tido relações sexuais com uma adolescente de 13 anos fugiu antes de ser conhecido o veredicto.