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Berlusconi reage com virulência a fim da imunidade decretado pelo Tribunal Constitucional

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Berlusconi reage com virulência a fim da imunidade decretado pelo Tribunal Constitucional

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O veredicto do Tribunal Constitucional desfavorável a Silvio Berlusconi abre uma fase de incerteza política em Itália.

A alta instância anulou a lei que dava imunidade ao primeiro-ministro italiano, que poderá ver-se em breve nos braços da Justiça. A decisão foi contestada com virulência pelo chefe do Governo que acusou de parcialidade os juízes, a imprensa e mesmo o Presidente da República, Giorgio Napolitano. Berlusconi considera que “há uma minoria de magistrados ‘vermelhos’ que usam a Justiça como instrumento de luta política” e que “72 por cento da imprensa é de esquerda”. Il Cavalieri defende que “os processos que serão abertos são totalmente falsos”. Acrescenta que vai “dedicar uma parte do seu tempo institucional a ridicularizar os acusadores” e remata dizendo que “este tipo de coisas fortalecem-no, a ele e aos italianos”. Segundo o Tribunal Constitucional, a lei – aprovada poucas semanas depois do regresso de Berlusconi ao poder em 2008 – violava o princípio da igualdade dos cidadãos perante a Justiça. Este italiano diz que “o veredicto é justo, porque [os líderes políticos] são cidadãos comuns e devem ser julgados como as outras pessoas”. Outro diz que a decisão da alta instância “deve ser respeitada, mas não cria problemas de governabilidade. Pelo contrário, deve impulsionar as reformas necessárias ao país”. Berlusconi deverá enfrentar uma vasta lista de processos pendentes que ameaça a sua posição à cabeça do Governo.