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Mais um passo para a aproximação entre turcos e arménios

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Mais um passo para a aproximação entre turcos e arménios

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Tudo começou há um ano com a chamada diplomacia do futebol. O presidente da Turquia assistiu ao lado do chefe de Estado da Arménia a um jogo entre as selecções dos dois países.

Um gesto de aproximação após décadas de animosidade. Este sábado, será dado outro passo fundamental. Os dois países assinam em Zurique um acordo para reabrir as fronteiras. Uma cidadã turca diz que não quer conflitos nem tensões, arménios e turcos pertencem a uma mesma família, a abertura das fronteiras será positiva para todos. Do lado arménio muitos esperam que a aproximação seja benéfica para a economia do país, após anos de isolamento. Um arménio afirma que se trata de “uma situação arriscada porque é possível ganhar ou perder” mas defende que “o risco significa também novas possibilidades”. Mas a aproximação à Turquia é rejeitada por muitos arménios que exigem o reconhecimento do genocídio levado a cabo pelos otomanos entre 1915 e 1917. Há três dias durante uma visita à diáspora que se encontra no Líbano o chefe de Estado arménio foi recebido por manifestantes descontentes com a normalização das relações com Ancara. Segundo historiadores independentes, o massacre de mais de um milhão de arménios nos últimos dias do império otomano foi o primeiro genocídio do século XX. A Turquia rejeita o termo genocídio e diz que se tratou de uma guerra civil.